quarta-feira, setembro 13, 2006

Uso de antiinflamatório aumenta riscos cardíacos em 40%

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15175.shtml



12/09/2006 - 20h26
Uso de antiinflamatório aumenta riscos cardíacos em 40%
da Folha OnlineUm levantamento de dezenas de estudos demonstrou que o diclofenaco --princípio ativo dos tradicionais remédios Voltaren e Cataflam-- pode aumentar em 40% os riscos de ataque cardíaco e morte súbita. O diclofenaco também é vendido como genérico no Brasil.
Reprodução
Voltaren tem como princípio ativo o diclofenaco, que aumenta os riscos de um ataque cardíacoA informação alarmante foi divulgada nesta terça-feira pela edição on-line da revista "Nature". Os riscos cardiovasculares da droga são tão graves quanto os apresentados pelo antiinflamatório Vioxx, retirado do mercado há cerca de dois anos.A revisão sobre as pesquisas anteriores, publicada no Journal of the American Medical Association, analisou 23 estudos que envolveram 1,6 milhão de pacientes.O diclofenaco é uma das substâncias mais receitadas do mundo. Especialistas entrevistados pela "Nature" informaram que um medicamento equivalente ao diclofenaco que não eleva riscos cardíacos seria o naproxeno.Em nota, a Novartis, fabricante do Voltaren e Cataflam afirmou que o tipo de estudo realizado "não é aceito pelos órgãos reguladores como evidência clínica para suporte de registro de produto". A nota afirma ainda que outros estudos científicos não indicam qualquer aumento de risco cardiovascular relacionado ao uso do diclofenaco.A Novartis afirma ainda que o estudo não levou em consideração dados favoráveis ao remédio e que considera o resultado do estudo questionável. A empresa não pretende retirar os medicamentos de circulação.

terça-feira, setembro 12, 2006

Experiência do médico vale mais que recomendação de pesquisas

Estudo mostra que tratamentos especializados devem seguir protocolos, mas palavra do profissional é essencial Num momento em que a indicação de tratamentos de saúde passa a ser norteada cada vez mais por estudos estatísticos e por manuais feitos por especialistas, um estudo realizado pelo Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo, vai justamente na direção contrária e diz o que, até há alguns anos, parecia óbvio: quem sabe o que é melhor para o paciente é o médico. "Medicina não tem de ser baseada em evidências, mas em experiência", afirma o coordenador do projeto batizado de MASS 2, Whady Hueb, numa provocação a uma corrente da medicina que defende que somente remédios e terapias comprovados em diversos estudos podem ser considerados seguros e eficazes. A pesquisa do Incor, que promete causar muita discussão, foi tema do editorial da edição de setembro da revista da Sociedade Americana de Cardiologia. "É claro que estatísticas são importantes. Mas as pessoas estão se esquecendo de que medicina não é uma ciência exata", completa Hueb. O estudo integra o projeto MASS, uma série de trabalhos iniciada na década de 90 e que tem cadastrados 22 mil pacientes do Instituto do Coração. Para o trabalho, feito pelo cardiologista Alexandre Pereira, foram escolhidos 611 pacientes que apresentavam os mesmos problemas cardíacos. Eles tinham lesões graves em duas ou três artérias e uma obstrução cardíaca de até 70%. Os protocolos médicos dizem que, para pacientes com esse perfil, há três possibilidades de tratamento, com resultados idênticos: angioplastia, controle com medicamentos ou cirurgia. "Teoricamente, qualquer das três pode ser usada", explica Pereira. Mas não foi o que mostrou o estudo. Cada paciente teve seu tratamento definido por sorteio. Antes disso, Pereira pediu aos médicos que anotassem qual tratamento indicariam, se isso fosse possível. Cinco anos depois, foi feita a comparação. "Nos casos em que houve coincidência entre o sorteio e a terapia indicada pelo médico, os pacientes apresentaram uma qualidade de vida significativamente melhor", afirma. LIÇÕES A vendedora Gislene Calpacci, de 54 anos, foi sorteada para ser submetida ao tratamento indicado pelo seu médico, com medicamentos. "Completamente diferente do que outro médico tinha me indicado. Antes de ir para o Incor, haviam dito que eu precisaria ser operada." Como seu filho menor também seria submetido a uma cirurgia ortopédica, ela resolveu procurar outro hospital. "Quando cheguei ao Incor, perguntaram se não queria participar do estudo. E então passei a tomar os remédios." Integrante de uma família de cardíacos, Gislene conta que seu único "defeito" hoje é trabalhar. "Minha atividade é muito pesada. Ando de carro, carrego mercadoria. Mas não fumo, procuro manter uma boa dieta e não descuido dos remédios", conta ela. DITADURA DOS PROTOCOLOS Hueb avalia que o estudo traz duas lições. Para a comunidade médica, não superestimar a importância de protocolos - consensos com recomendações de tratamento feito por especialistas. Para pacientes, procurar sempre a opinião de um médico experiente. "Dificilmente o grau de acerto dos médicos obtido nesse estudo poderia ser repetido, por exemplo, entre médicos de atendimento menos especializado", afirma. "Mas o que vale é o seguinte: é preciso sempre procurar uma segunda, uma terceira opinião antes de tomar uma decisão." O cardiologista do Instituto do Coração afirma que o desejo do paciente, no momento da escolha, pouco deve importar - algo difícil, numa era em que as informações médicas se disseminam. "Ele pode aceitar ou não o que propomos. Mas não deve influenciar a decisão. Tratamento não é mercadoria." Hueb considera indispensável a realização de estudos semelhantes, em outras áreas da medicina. "Os exemplos são inúmeros. Muitas vezes há uma série de tratamentos possíveis - incluindo a simples observação do paciente."

Para quem acompanha o mercado...sem novidades em relação a isso...

quarta-feira, setembro 06, 2006

Devo tomar testosterona?

Retirado da Gazeta mercantil

Há poucas semanas escrevi um artigo sobre "andropausa" masculina e muitos leitores escreveram solicitando que eu voltasse a falar sobre tratamento com hormônios. Hoje o assunto principal deste artigo será o tratamento de homens com "Distúrbios androgênicos do envelhecimento masculino (DAEM)". Só lembrando que o diagnóstico é baseado no quadro clínico típico, ou seja, diminuição do desejo sexual ou libido, disfunção erétil, fadiga e cansaço, perda de massa muscular, perda de pêlos, irritabilidade e mal-humor entre outros sintomas, associado ao quadro laboratorial com diminuição da dosagem de testosterona sanguínea. Desde a década de 1940 vem se falando em reposição hormonal no homem, mas o grande aumento no número de prescrições de medicamentos a base de testosterona ocorreu nos últimos 10 anos. Isso se deve ao aumento no número de homens diagnosticados com DAEM e talvez até pelo interesse das sociedades médicas e da indústria farmacêutica no tema. A minha experiência como especialista no ramo é bastante satisfatória. Quando indico a reposição hormonal, o homem se sente bem melhor e sempre volta para realizar novos exames, contar suas experiências e, principalmente, porque está interessado em sair da clínica com uma nova prescrição do medicamento. Diferentemente do que ocorre com a mulher, no homem nenhum estudo clínico bem conduzido conseguiu comprovar de que a reposição deverá ser realizada para fins preventivos. Até o momento, apenas indicamos a reposição de testosterona em homens com diagnóstico clínico e laboratorial de DAEM. Gostaria de esclarecer que a reposição hormonal do qual sou defensor em nada se compara ao uso abusivo de testosterona por jovens em academias esportivas espalhadas pelo País. Esta é uma forma criminosa do uso indevido do hormônio para fins puramente anabolizantes. São jovens que estão a procura do aumento da massa muscular para fins competitivos ou até mesmo, por narcisismo e acabam tomando doses muito acima dos níveis fisiológicos. Gosto sempre de frizar que este mau uso pode levar a seqüelas graves como infertilidade e eventos cardiovasculares, que muitas vezes podem ser irreversíveis. Outro fator bastante controverso e debatido é a possível associação entre a reposição de testosterona e o câncer de próstata. Gostaria de deixar bem claro que a administração de testosterona em homens com DAEM não causa câncer de próstata e já existem várias pesquisas clínicas que comprovam este fato. No entanto, caso o homem seja portador de um tumor maligno da próstata, mesmo que incipiente, este poderá progredir às custas da reposição. A minha mensagem e sugestão são que sempre que seja iniciada a terapia com hormônio masculino, deverá ser investigada sobre a possibilidade ou não da presença de câncer de próstata. Isso deve ser feito com a dosagem sanguínea de antígeno prostático específico (PSA), toque retal e em alguns casos, biópsia de próstata. Depois de afastada qualquer chance de ter câncer de próstata é que devemos iniciar a terapia de reposição. A reposição poderá ser feita de três maneiras: oral, transdérmico (pela pele) através de adesivos ou géis e intramuscular. A forma oral, por comprimidos, não apresenta resultados satisfatórios, pois a concentração do hormônio no sangue fica aquém do desejado. O sistema transdérmico apresenta resultados eficazes embora não há, no momento, nenhuma forma comercializada disponível no Brasil, apenas por manipulação. A apresentação que eu mais prescrevo aos meus pacientes é a injeção intramuscular. Recentemente, foi lançada no Brasil uma testosterona sintética administrada através de injeção intramuscular a cada 12 semanas (3 meses). É muito bem tolerada e os resultados, tanto clínico como laboratoriais, têm sido bastante satisfatórios. Os efeitos colaterais mais freqüentemente observados incluem: acne, aumento do número de células vermelhas no sangue (policitemia), alterações dos lípides sanguíneos, emocionais e do humor. Por esta razão, a reposição deve sempre ser realizada e monitorada por um médico especialista.

terça-feira, setembro 05, 2006

WebVideos para pacientes

Deu no blog do Jonh Mack

www.caduet.com

www.rozerem.com

Fizeram videos bem legais em suas campanhas DTC nso EUA. Verifiquem os links...

Vão Ser 365 Dias de Festa


DTCA - O Brasil precisa fazer mais e melhor

Um dos assunto que mais me intrigam em marketing farmacêutico é DTCA. Pra quem ainda não conhece trata-se da sigla para Direct to consumer adversiment. Em bom português, propaganda feita diretamente ao consumidor. Quando se trata de propagandas desse tipo fetias para medicamentos OTC (over the counter, ou de acordo com a nova terminologia MIP), medicamentos isentos de prescrição) isso se torna óbvio. Mas quando estamos falando dos medicamentos de prescrição médica (os famosos RX) isso se torna realmente fascinante. Existem milhares de poréns e de detalhes para levarmos em consideração para estes tipos de que pode ser um absurdo ou pode ser uma obra prima da ética.

No Brasil, tivemos campanhas clássicas dos medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, que ao meu ver foram mal planejadas, poderiam ter conseguido mais resultado com mais ética. A Novartis com a TVP (trombose venosa profunda) e a Aventis com A1C<7>

Para reforçar minha tese sobre as campanhas dos medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, meu irmão em suas andanças pelo mundo recolheu numa balada em Portugal, um cartão postal da Pfizer que reproduzo abaixo.

Legislações à parte, assumir que o uso do medicamento é recreativo na minha opinião não é nada bom. Embora seja verdade, acho complicado esse posicionamento.